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Autor(es): Guedes, Cleverson José Bezerra
Orientador: Arantes, Luciane Cristina
Título: Exercício físico para indivíduos vivendo com esclerose múltipla : aspectos psicofisiológicos
Banca: Sant'Ana, Débora de Mello Gonçales, 1973-
Banca: Fiorese, Lenamar
Banca: Deresz, Luís Fernando
Banca: Greguol, Márcia
Palavras-chave: Esclerose múltipla;Exercício físico;Revisão sistemática;Estudo transversal;Ensaio clínico randomizado
Data do documento: 2025
Editor: Universidade Estadual de Maringá
Universidade Estadual de Londrina
Citação: GUEDES, Cleverson José Bezerra. Exercício físico para indivíduos vivendo com esclerose múltipla: aspectos psicofisiológicos. 2025. 151 f. Tese (doutorado em Educação Física)--Universidade Estadual de Maringa, Universidade Estadual de Londrina, 2025., Maringá, PR.
Abstract: RESUMO: O exercício físico tem sido considerado uma estratégia segura e eficaz para melhorar sintomas físicos e psicológicos em indivíduos vivendo com Esclerose Múltipla (EM), condição neuroimune e neurodegenerativa frequentemente marcada por fadiga, comprometimentos motores e elevada carga de sintomas ansiosos e depressivos. Esta tese integrou três investigações complementares com o objetivo de avaliar, de forma convergente, os efeitos do exercício/atividade física sobre desfechos psicofisiológicos, funcionais e psicossociais em indivíduos com EM: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados supervisionados, um estudo transversal sobre atividade física habitual e um ensaio clínico randomizado de 12 semanas comparando treinamento resistido progressivo com alongamento/relaxamento. De modo geral, a revisão indicou que programas estruturados de exercício são seguros e viáveis e tendem a reduzir a fadiga e melhorar a qualidade de vida e indicadores psicológicos, apesar da heterogeneidade metodológica entre os estudos. No estudo transversal, maiores níveis de atividade física associaram-se a menor fadiga, menor impacto percebido da doença e menores escores de ansiedade, enquanto sedentarismo e incapacidade estiveram relacionados a piores indicadores emocionais. No ensaio clínico, o grupo exercício apresentou aumento do BDNF, ganhos expressivos de força e reduções em fadiga, ansiedade e depressão, sem alterações em irisina ou nos testes funcionais avaliados. Em síntese, os achados sugerem que o exercício físico, em diferentes modalidades, constitui componente central e multimodal no manejo da EM, com potencial benefício sobretudo para fadiga, qualidade de vida e aspectos psicológicos, reforçando a necessidade de prescrição individualizada, progressão adequada e suporte à adesão. Estudos futuros, com maior duração e padronização, são recomendados para esclarecer efeitos diferenciais entre modalidades e otimizar impactos funcionais.
ABSTRACT: Physical exercise has been widely recognized as a safe and effective strategy to improve physical and psychological symptoms in people living with Multiple Sclerosis (MS), a neuroimmune and neurodegenerative condition frequently characterized by fatigue, motor impairment, and a high burden of anxiety and depressive symptoms. This thesis integrated three complementary investigations aimed at convergently examining the effects of exercise/physical activity on psychophysiological, functional, and psychosocial outcomes in individuals with MS: (i) a systematic review of supervised randomized controlled trials, (ii) a cross-sectional study assessing habitual physical activity, and (iii) a 12-week randomized controlled trial comparing progressive resistance training with stretching/relaxation. Overall, the systematic review indicated that structured exercise programs are safe and feasible and tend to reduce fatigue while improving quality of life and psychological outcomes, despite methodological heterogeneity across studies. In the cross-sectional study, higher habitual physical activity levels were associated with lower fatigue, reduced perceived disease impact, and lower anxiety scores, whereas sedentary behavior and disability were related to poorer emotional outcomes. In the randomized trial, the exercise group showed increased BDNF levels, marked strength gains, and reductions in fatigue, anxiety, and depression, without significant changes in irisin levels or functional mobility outcomes. In summary, the findings suggest that exercise, across different modalities, represents a central and multimodal component of MS management, with potential benefits particularly for fatigue, quality of life, and psychological well-being. These results reinforce the importance of individualized exercise prescription, appropriate progression, and adherence support. Future studies with longer duration and greater methodological standardization are warranted to clarify differential effects across modalities and optimize functional outcomes.
Descrição: Orientador: Profa. Dra. Luciane Cristina Arantes.
Tese (doutorado em Educação Física)--Universidade Estadual de Maringa, Universidade Estadual de Londrina, 2025.
URI: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10063
Aparece nas coleções:3.3 Tese - Ciências da Saúde (CCS)

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