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http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10217| Autor(es): | Silva, Melissa Progênio da |
| Orientador: | Machado Velho, Luiz Felipe |
| Título: | Effects of multiple stressors on aquatic microbiota: an experimental approach. |
| Título(s) alternativo(s): | Efeitos de múltiplos estressores sobre a microbiota aquática: uma abordagem experimental. |
| Banca: | Machado Velho, Luiz Felipe |
| Banca: | Florencia Gutierrez, María |
| Banca: | Oliveira, Felipe Rafael de |
| Banca: | Rodrigues, Luzia Cleide |
| Banca: | Lehun, Atsler Luana |
| Palavras-chave: | Microbiota de água doce;Diatomáceas;Microorganismos de água doce;Comunidades, Ecologia de;Estressores antropogênicos;Estrutura;Produtividade primária;Microcosmos |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Universidade Estadual de Maringá. |
| Citação: | SILVA, Melissa Progênio da,. Effects of multiple stressors on aquatic microbiota: an experimental approach. 2026. 80 f. Tese (doutorado em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais)--Universidade Estadual de Maringá, Dep. de Biologia, Maringá, PR. Disponível em: http://nou-rau.uem.br/nou-rau/document. Acesso em: 16 jul. 2026. |
| Resumo: | Os fatores de estresse antropogênicos provenientes da indústria, da agricultura e da urbanização são os principais causadores de impactos negativos. Esses múltiplos fatores de estresse produzem efeitos cumulativos e sinérgicos na microbiota aquática. Avaliou-se os efeitos de diferentes fatores de estresse nas comunidades microbianas aquáticas por meio de abordagens experimentais envolvendo microcosmos de água doce e biofilmes fototróficos. Investigou-se os impactos do glifosato em diferentes componentes (riqueza, densidade e diversidade beta) da microbiota aquática (ou seja, cianobactérias, nanoflagelados autotróficos e heterotróficos, algas, ciliados, amebas testadas, rotíferos e copépodes), sob diferentes cenários de contaminação ao longo do tempo: (i) controle (sem glifosato), (ii) baixo teor de glifosato (30 µg/L-1), (iii) alto teor de glifosato (500 µg/L-1), (iv) o máximo permitido no Brasil (65 µg/L1) ao longo do tempo: primeiro dia (T1), após três dias (T3) e após sete dias (T7). A exposição ao glifosato promoveu respostas contrastantes entre os grupos biológicos, destacando a complexidade das respostas em nível de comunidade à contaminação. Observou-se os efeitos positivos para nanoflagelados autotróficos e heterotróficos, enquanto efeitos negativos foram detectados para a microfauna total. Para outros organismos, as respostas são oscilatórias, com destaque para as amebas testáceas. Foram observadas mudanças na composição das espécies para amebas testáceas (substituição de espécies) e cianobactérias (diferença de riqueza), ambas as quais contribuíram significativamente para a variação na diversidade beta sob exposição a pesticidas. Em outra abordagem experimental, os efeitos do cobre, da salinidade e da temperatura sobre a Produção Primária Bruta (PPB) de biofilmes fototróficos foram avaliados sob diferentes sequências de estressores e intervalos temporais. As respostas dos biofilmes dependiam não apenas da identidade do fator de estresse, mas também de sua cronologia. A combinação Cobre/Salinidade apresentou os efeitos negativos mais fortes sobre a GPP, particularmente quando o cobre foi o primeiro estressor. A combinação sequencial Salinidade → Cobre → Temperatura resultou consistentemente nos valores mais baixos de GPP. A resistência geralmente aumentou com intervalos mais longos entre os eventos de estresse, enquanto a influência da ordem dos fatores de estresse sobre a resiliência diminuiu ao longo do tempo, sugerindo que a dinâmica de recuperação desempenha um papel importante nas respostas a perturbações sequenciais. Em conjunto, esses resultados demonstram que os efeitos de múltiplos fatores de estresse sobre a microbiota aquática dependem do compartimento biológico afetado, da identidade do fator de estresse e da dinâmica temporal da exposição. Compreender como perturbações sequenciais e cumulativas afetam a estabilidade ecológica é essencial para prever as respostas do ecossistema sob crescente pressão antropogênica e mudanças climáticas. |
| Abstract: | Anthropogenic stressors from industry, agriculture, and urbanization are primary drivers of negative impacts, these multiple stressors that produce cumulative and synergistic effects on aquatic microbiota. This study evaluated the effects of different stressors on aquatic microbial communities through experimental approaches involving freshwater microcosms and phototrophic biofilms. First, the impacts of glyphosate on different components (richness, density and beta diversity) of the aquatic microbiota (i.e., cyanobacteria, autotrophic and heterotrophic nanoflagellates, algae, ciliates, testate amoebae, rotifers, and copepods) were investigated, under different contamination scenarios over time.: (i) control (no glyphosate), (ii) low glyphosate content (30 µg/L-1), (iii) high glyphosate content (500 µg/L-1), (iv) the maximum allowed in Brazil (65 µg/L-1) over time: first day (T1), after three days (T3), and after seven days (T7). Glyphosate exposure promoted contrasting responses among biological groups, highlighting the complexity of community-level responses to contamination. Positive effects were observed for autotrophic and heterotrophic nanoflagellates, whereas negative effects were detected for total microfauna, while for other organisms, the responses are oscillatory (e.g., testate amoebae). Changes in species composition were observed for testate amoebae (species replacement) and cyanobacteria (richness difference), both of which contributed significantly to the variation in beta diversity under pesticide exposure. In a second experiment, the effects of copper, salinity, and temperature on the Gross Primary Production (GPP) of phototrophic biofilms were evaluated under different stressor sequences and temporal intervals. The results demonstrated that biofilm responses depended not only on stressor identity, but also on stressor chronology. The Copper/Salinity combination showed the strongest negative effects on GPP, particularly when copper was applied first. In addition, the sequential combination Salinity͢͢͢͢→ Copper→ Temperature consistently resulted in the lowest GPP values. Resistance generally increased with longer intervals between stress events, whereas the influence of stressor order on resilience decreased over time, suggesting that recovery dynamics play an important role in responses to sequential disturbances. Together, these findings demonstrate that the effects of multiple stressors on aquatic microbiota depend on the affected biological compartment, stressor identity, and temporal dynamics of exposure. Understanding how sequential and cumulative disturbances affect ecological stability is essential for predicting ecosystem responses under increasing anthropogenic pressure and climate change. |
| URI: | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10217 |
| Aparece nas coleções: | 3.2 Tese - Ciências Biológicas (CCB) |
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