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http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10235| Autor(es): | Silva, Adrian Cesar da |
| Orientador: | Rodrigues, Karina Fidanza |
| Título: | Moving beyond terrestrial frameworks: patterns and drivers of aquatic plant biogeography. |
| Título(s) alternativo(s): | Além dos arcabouços terrestres: padrões e determinantes da biogeografia de plantas aquáticas. |
| Banca: | Rodrigues, Karina Fidanza |
| Banca: | Petsch, Danielle Katharine |
| Banca: | Mormul, Roger Paulo |
| Banca: | Silva, Fernando Rodrigues da |
| Banca: | Löwenberg Neto, Peter |
| Palavras-chave: | Plantas aquáticas;Biogeografia;Padrões de diversidade;Regionalização;Região Neotropical |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Universidade Estadual de Maringá. |
| Citação: | SILVA, Adrian Cesar da,. Moving beyond terrestrial frameworks: patterns and drivers of aquatic plant biogeography. 2026. 96 f. Tese (doutorado em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais)--Universidade Estadual de Maringá, Dep. de Biologia, Maringá, PR. Disponível em: http://nou-rau.uem.br/nou-rau/document. Acesso em: 22 jul. 2026. |
| Resumo: | A regionalização biogeográfica objetiva delimitar áreas biogeográficas (biorregiões) que reflitam a história natural compartilhada entre a biota e a Terra pelo tempo e espaço, fundamentando estudos evolutivos, macroecológicos e esforços de conservação. Tradicionalmente, a macroecologia de plantas aquáticas tem se embasado em arcabouços biogeográficos definidos para táxons terrestres, como ecorregiões terrestres e domínios fitogeográficos. Contudo, as plantas aquáticas constituem um grupo polifilético de traqueófitas com diferentes graus de adaptação ao ambiente aquático. Devido a essas singularidades, investigações macroecológicas, evolutivas e conservacionistas demandam um embasamento biogeográfico específico que reflitam suas necessidades ambientais e história natural. Utilizouse a ferramenta de regionalização Infomap Bioregions que delimita unidades biogeográficas por meio de redes bipartidas, unindo áreas geográficas e espécies interconectadas em biorregiões. O método permite a inclusão de relações filogenéticas, identifica espécies indicativas e avalia o peso de espécies de distribuição restrita na formação das biorregiões, fornecendo informações complementares para a interpretação de padrões espaciais. Portanto, propõe-se uma regionalização global para plantas aquáticas, explorando os mecanismos de assembleia de comunidades sob a ótica da diversidade beta taxonômica e filogenética. Devido a região Neotropical abrigar a maior riqueza de espécies endêmicas de plantas aquáticas no mundo, propõe-se também delinear regiões biogeográficas específicas para essa área, destacando a contribuição de espécies de distribuição restrita e os determinantes ambientais das fronteiras biogeográficas. Identificou-se 11 biorregiões taxonômicas e 7 biorregiões filogenéticas globais, as quais divergem parcialmente de regionalizações terrestres clássicas. A congruência entre os cenários é maior em biorregiões tropicais, enquanto as temperadas exibem divergências significativas. Observou-se ainda que a estrutura das comunidades é determinada predominantemente pelo turnover taxonômico em detrimento do turnover filogenético, e que essa diferença se acentua positivamente em função da latitude, com padrões de organização similares entre biorregiões tropicais e entre temperadas. Para a região Neotropical, elencou-se 18 biorregiões para as plantas aquáticas endêmicas. As fronteiras dessas unidades foram associadas à acentuada heterogeneidade nos gradientes de precipitação e à rugosidade topográfica. O peso dado as espécies de distribuição restrita foram fundamentais para representar o alto grau de endemismo da região. Esses resultados reiteram a importância de propor regionalizações táxon-específicas, fornecendo um arcabouço biogeográfico mais robusto para subsidiar estudos macroecológicos e evolutivos para plantas aquáticas, guiando esforços assertivos de conservação desses táxons. |
| Abstract: | Biogeographical regionalisation aims to delimit biogeographical areas (bioregions) that reflect the shared natural history between biota and the Earth across time and space, providing a foundation for evolutionary and macroecological studies, as well as conservation efforts. Traditionally, the macroecology of aquatic plants has been based on biogeographical frameworks defined for terrestrial taxa, such as terrestrial ecoregions and phytogeographical domains. However, aquatic plants constitute a polyphyletic group of tracheophytes with varying degrees of adaptation to the aquatic environment. Due to these singularities, macroecological, evolutionary, and conservationist investigations demand a specific biogeographical foundation that reflects their environmental requirements and natural history. The regionalisation tool Infomap Bioregions was utilised, which delimits biogeographical units through bipartite networks, uniting geographical areas and interconnected species into bioregions. The method allows for the inclusion of phylogenetic relationships, identifies indicator species, and evaluates the weighting of restricted-range species in the formation of bioregions, providing complementary information for the interpretation of spatial patterns. Therefore, a global regionalisation for aquatic plants is proposed, exploring community assembly mechanisms from the perspective of taxonomic and phylogenetic beta diversity. Given that the Neotropical region harbours the greatest richness of endemic aquatic plant species in the world, it is also proposed to delineate specific biogeographical regions for this area, highlighting the contribution of restricted-range species and the environmental determinants of biogeographical boundaries. Eleven taxonomic and seven phylogenetic global bioregions were identified, which partially diverge from classical terrestrial regionalisations. The congruence between the scenarios is greater in tropical bioregions, whereas temperate ones exhibit significant divergences. It was also observed that community structure is predominantly determined by taxonomic turnover rather than phylogenetic turnover, and that this difference increases positively with latitude, showing similar organisational patterns among tropical and among temperate bioregions. For the Neotropical region, 18 bioregions were identified for endemic aquatic plants. The boundaries of these units were associated with pronounced heterogeneity in precipitation gradients and topographic roughness. The weighting given to restricted-range species was fundamental in representing the high degree of endemism in the region. These results reiterate the importance of proposing taxon-specific regionalisations, providing a more robust biogeographical framework to support macroecological and evolutionary studies for aquatic plants, thereby guiding assertive conservation efforts for these taxa. |
| URI: | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10235 |
| Aparece nas coleções: | 3.2 Tese - Ciências Biológicas (CCB) 3.2 Tese - Ciências Biológicas (CCB) |
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