Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10256| Autor(es): | Fonseca, Higor Santos |
| Orientador: | Nascimento, Matheus Amarante do |
| Título: | Capacidade funcional de mulheres idosas em programas comunitários de exercício : organização multidimensional e mudanças longitudinais segundo diferentes perfis de modalidades |
| Banca: | Ribeiro, Alex Silva |
| Banca: | Oliveira, Daniel Vicentini de |
| Banca: | Gerage, Aline Mendes |
| Banca: | Lopes, Wendell Arthur |
| Palavras-chave: | Mulheres idosas - Aptidão física;Exercício físico;Capacidade funcional;Programas comunitários de exercício |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Universidade Estadual de Maringá Universidade Estadual de Londrina |
| Citação: | FONSECA, Higor Santos. Capacidade funcional de mulheres idosas em programas comunitários de exercício: organização multidimensional e mudanças longitudinais segundo diferentes perfis de modalidades. 2026. 113 f. Tese (doutorado em Educação Física)--Universidade Estadual de Maringa, Universidade Estadual de Londrina, 2026., Maringá, PR. |
| Abstract: | RESUMO: Introdução: O envelhecimento populacional acarreta alterações morfológicas e neuromusculares que podem impactar negativamente a autonomia funcional de pessoas idosas. Compreender a capacidade funcional como um construto multidimensional integrado, superando abordagens fragmentadas, é fundamental para qualificar políticas de saúde e intervenções baseadas em exercícios físicos no âmbito comunitário. Objetivo: Analisar a capacidade funcional de mulheres idosas participantes de programas comunitários de exercício, analisando sua estrutura latente entre diferentes faixas etárias e suas mudanças longitudinais após 12 semanas de participação em diferentes perfis de modalidades. Métodos: realizou-se um estudo observacional, estruturado em duas abordagens complementares, em um centro de convivência para pessoas idosas de Paranavaí, Paraná, Brasil. O protocolo avaliativo incluiu medidas antropométricas, composição corporal por bioimpedância elétrica tetrapolar, estimando massa muscular esquelética (SMM), massa livre de gordura (FFM) e massa gorda (FM), além de testes de capacidade funcional: flexibilidade, força de preensão manual (FPM), mobilidade funcional (TUG), flexão de cotovelos em 30 segundos (TFC30s), sentar e levantar 5 vezes (STS5x) e em 30 segundos (STS30s), velocidade habitual de marcha (4mWT) e teste de caminhada de 6 minutos (6MWT). O Artigo Original 1, de abordagem transversal, avaliou 593 idosas (70,57 ± 6,53 anos) no momento inicial (M1), estratificadas em 60-69 anos (n = 264), 70-79 anos (n = 266) e ?80 anos (n = 63). As comparações foram realizadas pelo teste de Kruskal-Wallis, e a estrutura latente foi investigada por Análise Fatorial Exploratória (AFE) estratificada. O Artigo Original 2, de abordagem longitudinal, acompanhou 403 idosas avaliadas em M1 e após 12 semanas (M2), classificadas, sem randomização, em três perfis de modalidades comunitárias: Aeróbio-Rítmico (AER), Neuromuscular (NEU) e Misto (MIX). A estabilidade temporal foi testada por Análise Fatorial Confirmatória (AFC) longitudinal, e as mudanças foram analisadas por ANOVA de medidas repetidas e teste de Kruskal-Wallis para os deltas. Resultados: No estudo transversal, não foram observadas diferenças significativas entre as faixas etárias para massa corporal, estatura, IMC ou indicadores funcionais isolados; entretanto, a SMM foi significativamente menor no grupo ?80 anos em comparação ao grupo de 60-69 anos (p = 0,012). A AFE identificou estrutura latente bidimensional estável, com variância explicada de 58,31% a 60,67%. Nos grupos de 60-69 e 70-79 anos, os testes organizaram-se entre "Mobilidade/Capacidade Aeróbia" e "Força/Resistência Muscular"; no grupo ?80 anos, observou-se maior integração orgânica e carga cruzada no TFC30s. No Artigo Original 2, a AFC longitudinal confirmou a invariância métrica temporal dos constructos. Após 12 semanas, ocorreram mudanças significativas nos domínios funcionais sintéticos, indicando que o perfil de modalidade influenciou distintamente as adaptações dos escores de mobilidade/capacidade aeróbia e força/resistência muscular em condições reais de adesão. Conclusão: A capacidade funcional de mulheres idosas em programas comunitários organiza-se de maneira predominantemente bidimensional. Embora os domínios permaneçam estáveis, a longevidade avançada (?80 anos) sugere perda de especialização funcional, tornando as capacidades físicas mais interdependentes. Além disso, a participação por 12 semanas em programas comunitários promove modificações benéficas e específicas nos domínios de força e mobilidade, conforme o perfil de modalidade praticado. ABSTRACT: Introduction: Population aging is accompanied by morphological and neuromuscular changes that may negatively affect the functional autonomy of older adults. Understanding functional capacity as an integrated multidimensional construct, rather than through fragmented approaches, is essential for improving health policies and exercise-based interventions in community settings. Objective: To analyze the functional capacity of older women participating in community-based exercise programs by investigating its latente structure across age groups and its longitudinal changes after 12 weeks of participation in different modality profiles. Methods: This observational study was structured into two complementary approaches and conducted at a community center for older adults in Paranavaí, Paraná, Brazil. The assessment protocol included anthropometric measurements, body composition assessment by tetrapolar bioelectrical impedance analysis, estimating skeletal muscle mass (SMM), fat-free mass (FFM), and fat mass (FM), as well as functional capacity tests: flexibility, handgrip strength (HGS), functional mobility (TUG), 30-second arm curl test (ACT30s), five-times sit-to-stand test (STS5x), 30-second sit-to-stand test (STS30s), usual gait speed over 4 meters (4mWT), and the 6-minute walk test (6MWT). Original Article 1, with a cross-sectional design, evaluated 593 older women (70.57 ± 6.53 years) at baseline (M1), stratified into three age groups: 60-69 years (n = 264), 70-79 years (n = 266), and ?80 years (n = 63). Comparisons were performed using the Kruskal-Wallis test, and the latent structure was investigated through stratified Exploratory Factor Analysis (EFA). Original Article 2, with a longitudinal design, followed 403 older women assessed at M1 and after 12 weeks (M2), classified, without randomization, into three community-based modality profiles: Aerobic-Rhythmic (AER), Neuromuscular (NEU), and Mixed (MIX). Temporal stability was tested using longitudinal Confirmatory Factor Analysis (CFA), and changes were analyzed using repeatedmeasures ANOVA and the Kruskal-Wallis test for delta values. Results: In the crosssectional study, no significant differences were observed between age groups for body mass, height, BMI, or isolated functional indicators; however, SMM was significantly lower in the ?80-year group compared with the 60-69-year group (p = 0.012). EFA identified a stable two-dimensional latent structure, with explained variance ranging from 58.31% to 60.67%. In the 60-69 and 70-79-year groups, the tests were organized into "Mobility/Aerobic Capacity" and "Muscle Strength/Endurance"; in the ?80-year group, greater organic integration and cross-loading were observed for ACT30s. In Original Article 2, longitudinal CFA confirmed temporal metric invariance of the constructs. After 12 weeks, significant changes occurred in the synthetic functional domains, indicating that modality profile distinctly influenced adaptations in mobility/aerobic capacity and muscle strength/endurance scores under real-world adherence conditions. Conclusion: The functional capacity of older women participating in community-based programs is predominantly organized into a two-dimensional structure. Although the domains remain stable, advanced longevity (?80 years) suggests a loss of functional specialization, making physical capacities more interdependent. Furthermore, 12 weeks of participation in community-based programs promotes beneficial and specific changes in strength and mobility domains according to the modality profile practiced. |
| Descrição: | Orientador: Prof. Dr. Matheus Amarante do Nascimento. Tese (doutorado em Educação Física)--Universidade Estadual de Maringa, Universidade Estadual de Londrina, 2026. |
| URI: | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10256 |
| Aparece nas coleções: | 3.3 Tese - Ciências da Saúde (CCS) |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|
| Higor Santos Ferreira_2026.pdf | 3,73 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.
