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http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10442| Autor(es): | Almeida, Marcia Geralda de |
| Orientador: | Silva, Marisa Corrêa |
| Título: | Violência subjetiva e objetiva em um romance Mapuche e um romance Munduruku : diálogos com Slavoj Žižek |
| Banca: | Feldman, Alba Krishna Topan |
| Banca: | Oliveira, Maria Betânia da Rocha de |
| Banca: | Cândido, Weslei Roberto |
| Banca: | Grecca, Gabriela Bruschini |
| Palavras-chave: | Literatura indígena;Violência na literatura;Materialismo lacaniano;Millan, Moira, 1970-. El tren del olvido;Cardoso, Ytnaje Coelho. Canumã: a travessia |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Universidade Estadual de Maringá |
| Citação: | ALMEIDA, Marcia Geralda de. Violência subjetiva e objetiva em um romance Mapuche e um romance Munduruku: diálogos com Slavoj Žižek. 2026. 218 f. Tese (doutorado em Letras) - Universidade Estadual de Maringá, 2026., Maringá, PR. |
| Abstract: | Resumo: Este trabalho apresenta uma interpretação de dois romances de autoria indígena à luz do materialismo lacaniano, especificamente pelo viés do conceito de violência discutido pelo filósofo esloveno Slavoj Žižek (2009;2014). Os romances adotados como objeto de análise são El tren del Olvido, da escritora e ativista Mapuche Moira Ivana Millán, e o romance Canumã: a travessia do pesquisador e escritor Munduruku, Ytanajé Coelho Cardoso. O objetivo é demonstrar que a violência objetiva (sistêmica e simbólica) está na base da dominação colonial europeia, de forma que os frutos dessa violência perduram ainda no século XXI, sob a forma de violência objetiva simbólica e isso reverbera na produção literária como forma de resistência, cura e autoafirmação identitária. O texto também adota o conceito da voz narrativa enquanto eu-nós que transita entre o eu (sujeito histórico) e o nós (sujeito mítico/ancestral), discutido por Julie Dorrico (2017), constituindo um narrador como voz narrativa ancestral. O materialismo lacaniano é uma vertente teórica cujos principais disseminadores são os filósofos Slavoj Žižek e Alain Badiou. Trata-se de uma teoria fundamentada no materialismo histórico de Karl Marx e na psicanálise de Jacques Lacan, portanto leva em consideração o aspecto social e o funcionamento do inconsciente. A partir de reflexões, pautadas em Slavoj Žižek e textos de autoria indígena, esta interpretação do romance indígena evidencia as formas de violência presentes nas narrativas, demonstrando como violência objetiva sistêmica e simbólica são articuladas para exercer a subjugação do sujeito indígena, gerando violência subjetiva. Por outro lado, também é perceptível como os romances se inserem no contexto literário contemporâneo como resistência e autoafirmação diante dessas formas de violência, subvertendo o gênero romance a partir da cosmovisão e tradição originária. Os resultados da pesquisa apontam para a desestruturação da violência, especialmente a violência objetiva simbólica, a partir do reconhecimento, fortalecimento e ressimbolização da subjetividade indígena, que se constrói pelo tensionamento da narrativa oficial e da linguagem enquanto mecanismo de poder. Abstract: This study presents an interpretation of two novels authored by Indigenous writers through the lens of lacanian materialism, specifically focusing on the concept of violence as discussed by Slovenian philosopher Slavoj Žižek (2009; 2014). The novels selected for analysis are El tren del Olvido, by Mapuche writer and activist Moira Ivana Millán, and Canumã: a travessia, by Munduruku researcher and writer Ytanajé Coelho Cardoso. The aim is to demonstrate that objective violence (both systemic and symbolic) is at the foundation of European colonial domination, thus the consequences of this violence persisting into the 21st century in the form of symbolic objective violence and this reverberates within literary production as a means of resistance, healing, and the self-affirmation of identity. The text also adopts the concept of the narrative voice as an "eu-nós" that moves through the "eu" (historical subject) and the "nós" (mythic/ancestral subject), as discussed by Julie Dorrico (2017) thereby establishing a narrator who embodies an ancestral narrative voice. Lacanian materialism is a theoretical framework championed primarily by philosophers Slavoj Žižek and Alain Badiou. It is a theory grounded in Karl Marx's historical materialism and Jacques Lacan's psychoanalysis, thus taking into account both social aspects and the workings of the unconscious. Drawing on reflections based on the work of Slavoj Žižek and texts by Indigenous authors, this interpretation of Indigenous novels highlights the forms of violence present in the narratives; it demonstrates how systemic and symbolic objective violence are articulated to subjugate the Indigenous subject, thereby generating subjective violence. Conversely, the study also reveals how these novels position themselves within the contemporary literary landscape as acts of resistance and self-affirmation in the face of such violence, subverting the novel genre through the lens of Indigenous worldviews and traditions. The research findings point to the dismantling of violence, specifically the symbolic objective violence through the recognition, strengthening, and re-symbolization of Indigenous subjectivity, a process forged by challenging the official narrative and language as a mechanism of power. |
| Descrição: | Orientador: Profa. Dra. Marisa Corrêa Silva. Tese (doutorado em Letras) - Universidade Estadual de Maringá, 2026. |
| URI: | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10442 |
| Aparece nas coleções: | 3.6 Tese - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH) |
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