Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10560Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Ferrazza, Daniele de Andrade | pt_BR |
| dc.contributor.author | Furyama, Luani Akemi | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-09-17T13:17:58Z | - |
| dc.date.available | 2026-09-17T13:17:58Z | - |
| dc.date.issued | 2026 | pt_BR |
| dc.identifier.citation | FURYAMA, Luani Akemi. Bela, medicada e do lar: a medicalização dos corpos de mulheres na Rede de Atenção à Saúde do SUS. 2026. 163 f. Dissertação (mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual de Maringá, 2026, Maringá, PR. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/10560 | - |
| dc.description | Orientador: Prof.ª Dr.ª Daniele de Andrade Ferrazza | pt_BR |
| dc.description | Coorientador: Prof.ª Dr.ª Roselania Francisconi Borges | pt_BR |
| dc.description | Dissertação (mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual de Maringá, 2026 | pt_BR |
| dc.description.abstract | RESUMO: A presente pesquisa tem como objetivo analisar os processos de medicalização dos corpos femininos, com atenção à dispensação e o uso de psicofármacos entre mulheres usuárias de serviços da rede de atenção à saúde de Maringá-PR. Definiu-se como objetivos específicos: (1) coletar dados sobre a dispensação de psicofármacos em dispositivos da rede de atenção à saúde da cidade de Maringá-PR, no período de Janeiro/2019 a Dezembro/2023; (2) analisar uma amostra de pessoas usuárias de psicofármacos em um serviço da rede de atenção à saúde para compreender se ocorre diferenciações da retirada de psicofármacos entre homens e mulheres; (3) compreender, por meio da realização de entrevistas com mulheres usuárias de um serviço da rede de atenção à saúde, vivências e narrativas sobre histórias de vida marcada por sofrimentos psíquicos, com atenção às queixas, sintomas, diagnósticos psiquiátricos determinados e psicofármacos prescritos no âmbito do processo de medicalização de corpos. A pesquisa empírica quanti-qualitativa foi dividida em dois movimentos. No primeiro, foram coletados e analisados dados da Central de Abastecimento Farmacêutico em relação à dispensação de psicofármacos no município. No segundo movimento, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com seis mulheres usuárias de psicofármacos para identificar e compreender as motivações do uso. Na primeira parte da pesquisa foi verificado que dentre os psicofármacos dispensados no município, nos anos de 2019 a 2023, destacou-se: fluoxetina, amitriptilina e venlafaxina. Na Unidade Básica de Saúde selecionada para constituição de uma amostra, no ano de 2023, as mulheres fizeram mais retirada de psicofármacos do que os homens. Em relação ao perfil sociodemográfico de homens e mulheres usuárias de psicofármacos, observou-se que a idade está entre 58 e 67 anos (22,3%), a maioria são pessoas brancas (75,1%) e com ensino fundamental completo (54,3%). Os antidepressivos foram os psicofármacos mais dispensados, seguido dos benzodiazepínicos, antipsicóticos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor. As mulheres fizeram uso, principalmente, de antidepressivos e os homens são usuários principalmente de antipsicóticos, anticonvulsivantes e antiparkinsonianos. No segundo movimento de pesquisa, a partir da realização de entrevistas com mulheres, foi possível a elaboração de três categorias de análise: "Porque a gente era criado para cuidar da casa, casar e ter filho": causas e motivações do uso de psicofármacos entre mulheres; "Eu acho que vou precisar para o resto da vida": uso de psicofármacos e seus atravessamentos; "Eu nunca ouvi falar em um homem que toma psicofármacos": percepções de mulheres em relação ao uso de medicamentos psicofarmacológicos e as questões de gênero. Nas análises foi possível observar que o início do uso de psicofármacos e sua continuidade está relacionada às vivências de violência doméstica exercida por seus parceiros em diferentes configurações familiares e ao exercício e sobrecarga de cuidado com o outro, analisado pelas noções de dispositivo materno e amoroso. Considera-se que a medicalização do corpo de mulheres, historicamente marcada pelo controle manicomial no século XIX, se mantém relevante na contemporaneidade, manifestando-se por meio de novas roupagens atravessadas por determinações de diagnósticos psiquiátricos e generalizadas prescrições psicofarmacológicas | pt_BR |
| dc.description.abstract | ABSTRACT: The present research aims to analyze the medicalization processes of female bodies, focusing on the dispensing and use of psychopharmaceuticals among women users of healthcare network services in Maringá-PR. The specific objectives were defined as: (1) to collect data on the dispensing of psychopharmaceuticals in devices of the healthcare network of the city of Maringá-PR, in the period from January/2019 to December/2023; (2) to analyze a sample of psychopharmaceuticals users in a healthcare network service in order to understand whether differences occur in the withdrawal of psychopharmaceuticals between men and women; (3) to understand, through interviews with women users of a healthcare network service, experiences and narratives about life histories marked by psychic suffering, paying attention to complaints, symptoms, determined psychiatric diagnoses and psychopharmaceuticals prescribed within the scope of the body medicalization process. The quantitative-qualitative empirical research was divided into two stages. In the first, data from the Pharmaceutical Supply Center regarding the dispensing of psychopharmaceuticals in the municipality were collected and analyzed. In the second stage, semi-structured interviews were conducted with six women users of psychopharmaceuticals to identify and understand the motivations for use. In the first part of the research, it was verified that among the psychopharmaceuticals dispensed in the municipality, in the years 2019 to 2023, the following stood out: fluoxetine, amitriptyline and venlafaxine. In the Basic Health Unit selected for the constitution of a sample, in the year 2023, women withdrew psychopharmaceuticals more than men. Regarding the sociodemographic profile of male and female users of psychopharmaceuticals, it was observed that age ranges between 58 and 67 years (22.3%), the majority are white individuals (75.1%) with complete primary education (54.3%). Antidepressants were the most dispensed psychopharmaceuticals, followed by benzodiazepines, antipsychotics, anticonvulsants and mood stabilizers. Women primarily used antidepressants, while men are primarily users of antipsychotics, anticonvulsants and antiparkinsonian agents. In the second research stage, based on interviews conducted with women, it was possible to elaborate three categories of analysis: "Because we were raised to take care of the house, get married and have children": causes and motivations for the use of psychopharmaceuticals among women; "I think I will need it for the rest of my life": use of psychopharmaceuticals and their crossings; "I have never heard of a man who takes psychopharmaceuticals": women's perceptions regarding the use of psychopharmacological medications and gender issues. In the analyses, it was possible to observe that the onset of psychopharmaceutical use and its continuity are related to experiences of domestic violence perpetrated by their partners in different family configurations, and to the exercise and burden of care for others, analyzed through the notions of the maternal and amorous dispositif. It is considered that the medicalization of women's bodies, historically marked by asylum control in the 19th century, remains relevant in contemporary times, manifesting itself through new guises permeated by determinations of psychiatric diagnoses and generalized psychopharmacological prescriptions | pt_BR |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language | Português | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Estadual de Maringá | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.subject | Medicalização de mulheres | pt_BR |
| dc.subject | Saúde Mental e Gênero | pt_BR |
| dc.subject | Psicofármacos | pt_BR |
| dc.subject | Estudos feministas | pt_BR |
| dc.subject | Sistema Único de Saúde (Brasil) | pt_BR |
| dc.subject.ddc | 614.4 | pt_BR |
| dc.title | Bela, medicada e do lar : a medicalização dos corpos de mulheres na Rede de Atenção à Saúde do SUS | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co | Borges, Roselania Francisconi | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Moura, Renata Heller de | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Dias, Marcelo Kimati | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Psicologia | pt_BR |
| dc.subject.cnpq1 | Ciências da Saúde | pt_BR |
| dc.publisher.local | Maringá, PR | pt_BR |
| dc.description.physical | 163 f. | pt_BR |
| dc.subject.cnpq2 | Saúde coletiva | pt_BR |
| dc.publisher.center | Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes | pt_BR |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/5557074818679848 | - |
| Aparece nas coleções: | 2.6 Dissertação - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH) | |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|
| Luani Akemi Furyama_2026.PDF | 2,41 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.
