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Authors: Mazia, Victor Hugo
Orientador: Wilson Antonio Frezzatti Júnior
Title: A afirmação incondicional da vida : vontade de potência e a inauguração de um novo modo de pensar
Banca: Antonio Edmilson Paschoal - UFPR
Banca: Wagner Dalla Costa Félix - UEM
Keywords: Vida;Metafísica;Vontade de potência;Amor fati;Brasil.;Life;Metaphysics;Affirmation of life;Will to power;Brazil.
Issue Date: 2016
Publisher: Universidade Estadual de Maringá
Resumo: Neste trabalho, nós investigamos o projeto nietzschiano da afirmação da vida. Tal projeto parece sempre ter tido uma grande relevância no interior da filosofia de Nietzsche, embora tenha sofrido algumas mudanças no decorrer dos anos. Em O nascimento da tragédia (1872), o conceito de afirmação da vida aparece na forma da justificação estética da existência, promovida pelos impulsos apolíneo e dionisíaco, o que dá um caráter metafísico à obra. Nessa obra em questão, Nietzsche pressupõe a realidade do Uno-primordial, dando um caráter metafísico às suas teses. Já em Humano, demasiado humano (1878), Nietzsche realiza uma crítica a todo pensamento metafísico. Posteriormente, em 1886, o filósofo escreve vários prefácios às suas obras anteriores, elencando seus principais problemas e, a partir disso, apontando para um pensamento afirmador da vida. Concomitantemente, em Além de bem e mal (1886), Nietzsche mostra como o pensamento moderno, promove uma cultura negadora da vida. Nesse diagnóstico, o filósofo alemão ressalta que as produções dos filósofos são sintomas de sua configuração impulsional ou fisiológica: a afirmação ou a negação da vida enquanto processo contínuo de autossuperação indica hierarquização (saúde) ou desagregação (doença) dos impulsos. Nietzsche propõe, nesse contexto, uma visão de mundo pautada na vontade de potência, e, assim, pretende superar a metafísica e seus preconceitos e, com isso, possibilitar o surgimento de uma filosofia afirmadora da vida. Nós propomos o papel axial da noção de vontade de potência no projeto nietzschiano mais maduro de afirmação da vida: ela é a base para várias outras noções, como eterno retorno e amor fati.
Abstract: In this paper, we investigate the Nietzsche project of affirmation of life. This project seems to have had a great relevance within the philosophy of Nietzsche, even if it has undergone some changes over the years. In The Birth of Tragedy (1872), the concept of affirmation of life appears in the form of aesthetic justification of existence, promoted by apollonian and dionysian impulses, which gives a metaphysical character to the work. As this work is concerned, Nietzsche assumes the reality of the Ur-ein, giving a metaphysical character to his theses. On the other hand, in Human, All Too Human (1878), Nietzsche criticizes all metaphysical thought. Later, in 1886, the philosopher wrote several prefaces to his previous work, listing their main problems and, from that, heading to life-affirming thoughts. At the same time, in Beyond Good and Evil (1886), Nietzsche shows how modern thought promotes a life denial culture. Based in this diagnosis, the German philosopher points out that the philosophers productions are symptoms of their impulsive or physiological configuration: the affirmation or denial of life as an ongoing process of self-overcoming indicates hierarchy (health) or disintegration (disease) of the impulses. Nietzsche proposes in this context a worldview based on the will to power, and thus aims to overcome metaphysics and their prejudices and therefore allow the appearance of an affirmation of life philosophy. We propose the pivotal role of the will to power in Nietzsche's more mature project of affirmation of life: it is the basis for several other notions, such as eternal return and amor fati.
URI: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/2742
Appears in Collections:2.6 Dissertação - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH)

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