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Autor(es): Carvalho, Francismar Alex Lopes de
Orientador: Evandir Codato
Título: Viajantes, mareantes e fronteiriços : relações interculturais no movimento das Monções - Século XVIII
Banca: Lúcio Tadeu Mota - UEM
Banca: Jorge Eremites de Oliveira - UFGD
Palavras-chave: Monções;Viagens e viajantes;Mbayá-Guaykuru;Payaguá;Kayapó;Mamelucos;São Paulo colonial;Mato Grosso colonial;Paraguai colonial;Século 18;Brasil.;Monsoons;Trips and Travelers;Mbayá-Guaykuru;Payaguá;Kayapó;Mamelucos;Colonial São Paulo;Colonial Mato Grosso;Colonial Paraguai;Century 18;Brazil.
Data do documento: 2006
Editor: Universidade Estadual de Maringá
Resumo: O presente estudo analisa as relações interculturais entre as populações envolvidas no movimento das monções. Entende-se por monções os comboios de canoas que conduziam os viajantes, por dificultosa rota fluvial, de São Paulo a Cuiabá, a partir da década de 1720 até meados do século XIX. Nessas viagens, entrelaçavam-se as histórias de grupos sociais com pautas culturais diferenciadas, a saber, viajantes, mareantes e fronteiriços. A partir de uma abordagem relacional, procura-se analisar os momentos de contato entre essas populações, a partir dos quais se desdobravam conflitos e alianças, hibridações, recriações ou manutenção das pautas culturais. Direciona-se o foco analítico para os momentos em que se encontravam e estabeleciam relações sociais (a) os viajantes que se lançavam à jornada das monções, (b) os trabalhadores mamelucos das canoas e (c) os grupos étnicos fronteiriços senhores dos territórios pelos quais se embrenhavam os roteiros de viagem. A intenção principal é, destarte, tentar entender o modo como cada grupo social envolvido no movimento das monções orientava suas práticas e estratégias diante da situação de contato propiciada por essas viagens. Na Primeira Parte do presente estudo, apresenta-se uma contribuição ao desvendamento dos itinerários seguidos pelos viajantes para as fronteiras da colônia portuguesa na América do século XVIII, atentando para a contradição decisiva entre as rotas buscadas pelos adventícios e as territorialidades dos grupos étnicos locais. Com efeito, as viagens ao extremo oeste só se tornaram possíveis porque alguns setores da população paulista especializaram-se profundamente nas práticas do sertão, graças ao intercâmbio cultural com os indígenas. São esses fluxos, incorporados nas práticas dos trabalhadores das canoas monçoeiras, que são analisados na Segunda Parte. Finalmente, a Terceira Parte analisa a complexa trama política de alianças interétnicas entre as populações do extremo oeste, bem como as ações promovidas pelos Mbayá-Guaykuru e pelos Payaguá no sentido de defenderem seus territórios. Ao mesmo tempo, busca-se entender os sistemas de alianças dos adventícios, portugueses e espanhóis, elaborados no sentido de permitir o acesso regular aos territórios almejados.
Abstract: This study analyzes the intercultural relationships among the populations involved in the movement of the monsoons. Monsoons were the convoys of canoes that conducted the travelers, for difficult fluvial route, of São Paulo to Cuiabá starting from the decade of 1720 to middles of the 19th century. In those trips, the histories of some social groups were interlaced with differentiated cultural lines: travelers, sailors and frontiers. Starting from a relational approach, the moments of contact among those populations are analyzed here emphasizing the conflicts and alliances, hybridizations, re-creation or maintenance of the cultural lines. The analytical focus is addressed for the moments of encounter and establishment of social relationships these following groups: (a) the travelers that proceeded in the monsoonal journey, (b) the mameluco workers of the canoes and (c) the frontier ethnic groups rulers of the territories through where passed the routes. The main intention is, therefore, to try to understand the way as each social group involved in the movement of the monsoons guided their practices and strategies due to the contact situation propitiated by those trips. The First Part of the present study is an analysis of the following roads to the borders of the Portuguese colony in America of the 18th century, looking at the decisive contradiction between the routes wanted by the adventitious and the territorialities of the local ethnic groups. Really, he trips to the distant West became possible because some sections of the population from São Paulo specialized deeply in the practices of backwoods, due to the cultural exchange with the natives. Those cultural flows were incorporating in the workers' of the monsoonal canoes. That subject is analyzed in the Second Part of this study. Finally, the Third Part analyzes the complex political system of ethnic alliances among the populations of the distant West, and the actions promoted by Mbayá-Guaykuru, Payaguá, and other indigenous groups to defend their territories. At the same time, this part analyzes the system of alliances of the adventitious, Portuguese and Spanish, elaborated to allow the wanted regular access to the territories.
URI: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/2959
Aparece nas coleções:2.6 Dissertação - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH)

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