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Authors: Ferreira, Juliana Zanob
Orientador: Marilda Gonçalves Dias Facci
Title: O adolescente e o jovem em conflito com a lei e a escolarização : possibilidade de humanização?
Other Titles: 
Banca: Zaira Fatima de Rezende Gonzalez Leal - UEM
Banca: Ana Maria de Lima Souza - UNIR
Keywords: Psicologia histórico-cultural;Adolescentes;Adolescente em conflito com a leis;Leis e legislação;Medidas socioeducativas;Humanização;Brasil;Adolescents in conflict with the Law;Historical and cultural psychology;Adolescence;Social and educational measures;Humanization;Brazil
Issue Date: 2015
Publisher: Universidade Estadual de Maringá
Resumo: Pesquisas sobre o processo de escolarização de adolescentes e jovens em conflito com a lei têm demonstrado que estes sempre estiveram à margem do sistema escolar, sistema que é fundamental para o processo de apropriação do conhecimento, desenvolvimento psicológico e socialização. Questões como o que os adolescentes pensam a respeito da escola e qual o sentido da escola para eles têm intrigado psicólogos e educadores que lidam com essa clientela escolar. Neste contexto, esta pesquisa tem como objetivo analisar o sentido da escola para o adolescente em conflito com a lei e as implicações do processo de escolarização na humanização, de acordo com os pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural e da Pedagogia Histórico-Crítica. Para desenvolver o estudo, a primeira seção discute as políticas públicas de assistência social no Brasil, da qual faz parte a execução de medidas socioeducativas aplicadas aos adolescentes em situação de infração. Na segunda seção analisamos como a escola se comporta em tais situações e quais as tendências pedagógicas que predominantes no cotidiano escolar. Na terceira seção discorremos sobre como a Psicologia Histórico-Cultural compreende o processo de constituição do indivíduo, da personalidade humana e do desenvolvimento do psiquismo. Essa seção se dedica ao estudo da adolescência a partir da escola de Vigostski. Para tanto, são investigados alguns conceitos fundamentais para a compreensão do desenvolvimento do adolescente, entre eles o conceito de crise, a formação de conceitos, o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, o sentido pessoal e alienação. Na quarta seção apresentamos e analisamos os resultados obtidos em entrevistas realizadas com vinte adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto em um programa específico de uma cidade do Norte do Paraná. Ao analisarmos as informações obtidas observamos que a escola, para os jovens entrevistados, constitui-se em uma possibilidade de humanização, mas uma possibilidade pouco efetivada e concretizada. Nos discursos percebe-se o reconhecimento da escola como espaço do saber e do conhecimento historicamente construído, mas é pouca a participação e frequência dos jovens (70% não estavam estudando). Nas falas a escola é caracterizada ora como uma instituição que ora contribui para o aprendizado dos alunos, ora como uma instituição que pode retirar adolescentes e jovens da vivência na rua. O sentido da escola também transita entre estas duas visões. Concluindo o trabalho, defendemos que a escola, embora reflita as contradições de uma sociedade capitalista como a nossa, na qual nem todos têm acesso igualitário ao conhecimento e em que - como nesta pesquisa - a exclusão é uma constante, deve empreender esforços para que todos tenham acesso a um conhecimento que contribua para o desenvolvimento e a formação humana. Nesse período da vida, conforme propõe a Psicologia Histórico-Cultural, o adolescente desenvolve ao máximo suas potencialidades e pode formar conceitos científicos mais complexos, por isso a escola deve se estruturar para investir nessas potencialidades. Com base nas teorias que fundamentaram o trabalho, defendemos a elaboração e execução de políticas de assistência social comprometidas com um processo de escolarização que busque a humanização dos alunos.
Abstract: Several research works on the schooling process of adolescents and young people in conflict with the Law have revealed that they have always been on the margin of the school system, which is thoroughly relevant for the process of knowledge appropriation, psychological development and socialization. Psychologists and educators who deal with these students have always been baffled on what adolescents think of the school and the meaning they have of the school. Current paper analyzes the meaning of the school to adolescents in conflict with the Law and the implications that the schooling process for humanization has within the context of Historical and Cultural Psychology and Historical and Critical Pedagogy. Public policies in social assistance in Brazil are first discussed, due to the fact that the application of social and educational measures to offending adolescents is an integral part of the system. The second section brings forth the manner the school´s attitude in such situations and the pedagogical trends predominant in the school´s day-to-day policy. The third section, dealing with the study of adolescents from Vygotsky´s teaching, investigates how Historical and Cultural Psychology sees the individual´s constitution process, human personality and the development of psychism. In fact, basic concepts for the understanding of the adolescents´ development are developed, among which may be mentioned the concept of crisis, the formation of concepts, the development of higher psychological functions, personal meaning and alienation. Results from interviews with twenty adolescents who had to submit themselves to social and educational measures within a specific program in a town of the northern region of the state of Paraná, Brazil, were analyzed. Data obtained showed that, in the concept of the interviewed adolescents, the school was only a slightly implemented and effective possibility for humanization. Their discourse acknowledged that the school was a place of learning and of historically constructed knowledge but their participation and frequency was null (70% did not attend classes). The school was sometimes characterized as an institution for learning and sometimes as an institution that might take off adolescents and young people from the streets. The meaning of the school oscillated between these two ideas. Results show that, although the school reveals the contradictions of capitalist society where not all have a free access to knowledge and in which (as shown in current research) exclusion is a constant factor, it should make its utmost so that all are introduced to knowledge that contributes towards human development and formation. According to the basic foregrounding of Historical and Cultural Psychology, adolescents develop all their potentialities and form the most complex of scientific concepts during this period in their lives. Consequently, the school should structure itself to invest in these abilities and capacities. Based on the theories above, the elaboration and execution of social assistance policies committed to the schooling process for the humanization of students should be implemented.
URI: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/4568
Appears in Collections:2.6 Dissertação - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH)

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