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Authors: Teixeira, Mariana Carolina
Orientador: Sidinei Magela Thomaz
Title: O sucesso da invasora Urochloa arrecta em diferentes contextos e seus impactos em um reservatório.
Other Titles: Success of the invasive Urochloa arrecta in different contexts and its impacts in a reservoir.
Banca: Edson Fontes de Oliveira - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Banca: Sandra Andréa Pierini - Unicesumar
Banca: Karina Fidanza Rodrigues - UEM
metadata.dc.contributor.referee4: Roger Paulo Mormul - UEM
Keywords: Urochloa arrecta (Poaceae) "capim-braquiária";Invasividade;Plantas invasoras;Macrófitas aquáticas exóticas;Reservatórios;Impacto ambiental;Braquiária;Enriquecimento por nutrientes;Heterogeneidade;Poaceae exótica;Resistência biótica;São Paulo (Estado);Brasil.;African signalgrass;Biotic resistance;Exotic Poacea;Heterogeneity;Nutrient enrichment;São Paulo State;Brazil.
Issue Date: 2015
Publisher: Universidade Estadual de Maringá
Resumo: As invasões biológicas ameaçam todos os tipos de ecossistemas, pois podem alterar sua estrutura e funcionamento em detrimento de sua integridade. Em ambientes de água doce, macrófitas aquáticas são frequentes invasores e tendem a causar impactos nas características físicas e químicas da água e dos sedimentos, e na fauna associada. A Poaceae Urochloa arrecta é um exemplo de macrófita aquática altamente invasora que tem se estabelecido em lagos, rios, riachos e reservatórios em muitas regiões da América do Sul. Muitos fatores interagem para determinar se uma espécie terá sucesso ou não como invasora em uma comunidade. De acordo com teorias da ecologia de invasões, comunidades nativas são capazes de impor resistência ao estabelecimento de espécies invasoras via interações bióticas. Para macrófitas aquáticas, a competição por nutrientes entre a comunidade nativa e espécies invasoras pode resultar em desvantagem para a espécie invasora, minando seu estabelecimento. Tal interação e seu resultado dependem, no entanto, do meio em que ocorrem, sendo regulados pela disponibilidade de nutrientes. O aporte excessivo de nutrientes em corpos de água é frequente e pode interferir na interação entre as comunidades nativas e espécies invasoras, determinando a resistência ou não da comunidade à invasão. Testou-se experimentalmente a interação entre o enriquecimento por nutrientes e a resistência biótica no sucesso da invasora Urochloa arrecta. Observou-se que o enriquecimento por nutrients e a resistência biótica interagem para afetar o sucesso da U. arrecta, reforçando a ideia de que os fatores que influenciam a invasão são contexto-dependentes. A distribuição espacial dos nutrientes no substrato também pode interferir na interação competitiva entre a comunidade nativa e uma espécie invasora. Em um segundo experimento, testou-se a diferença entre o sucesso da invasora U. arrecta quando introduzida em comunidades nativas em mesocosmos com distribuição homogênea ou heterogênea de nutrientes no sedimento. Constatou-se que a distribuição espacial dos nutrientes não teve efeito sobre o sucesso de U. arrecta, mas a adição de nutrientes proporcionou à comunidade nativa uma melhor resistência invasão. Investigou-se também, com observações em campo, se locais onde esta Poaceae é dominante diferem de locais onde a espécie dominante é nativa e de locais sem vegetação aquática em termos de características físicas e químicas da água. Condutividade elétrica e pH não diferiram entre locais dominados pela nativa, pela invasora, ou sem vegetação. A radiação subaquática foi maior nos locais sem vegetação, mas não diferiu entre os dominados pela nativa e pela invasora. O oxigênio dissolvido foi significativamente menor nos locais dominados pela invasora na profundidade de 0,5 m, e a diferença entre superfície e 0,5 m foi significativamente maior nestes locais com relação aos sem vegetação e aos dominados pela nativa. Em conclusão, observou-se que a resistência biótica é importante para prevenir o estabelecimento da invasora U. arrecta, especialmente em interação com enriquecimento por nutrientes; e que esta espécie pode alterar a qualidade de habitats litorâneos através da diminuição das concentrações de oxigênio dissolvido em seus bancos.
Abstract: Biological invasions threat all kinds of ecosystems because they can alter their structure and functioning in ways that are negative to their integrity. In freshwater environments, aquatic macrophytes are common invaders and tend to impact physical and chemical characteristics of water and sediments, as well as macrophyte-dwelling fauna. Urochloa arrecta (Poaceae) is a highly invasive macrophyte that has been colonizing lakes, Rivers, streams and reservoirs in many regions of South America. Many factors interact to determine whether a species will succeed as an invader or not in a community. According to theories in invasion ecology, native communities are able to pose resistance to the establishment of invasive species through biotic interactions. For aquatic macrophytes, competition for nutrients between the native community and invasive species could result in disadvantages for the invaders, mining their establishment. Such interaction and its result depend, however, on the environment where they take place, being regulated by nutrient availability. Excessive input of nutrients is common in freshwaters and can interfere in the interaction between native communities and invasive species, helping to determine if the community will be able to resist the invasion or not. We experimentally tested the interaction between nutrient enrichment and biotic resistance in the establishment success of Urochloa arrecta. We observed that nutrient enrichment and biotic resistance interactively affect U. arrecta?s success, reinforcing the idea that factors that influence invasions are context-dependent. Spatial distribution of nutrients in the substrate may also interfere in the competitive interaction between a native community and an invader. In a second experiment, we tested differences between the success of U. arrecta when introduced in native communities in mesocosms with homogeneous or heterogeneous distribution of nutrients in the sediment. We observed that spatial distribution of nutrients had no effect on U. arrecta?s success, but nutrient addition provided native community with better resistance to invasion. We also investigated, with field observations, if sites where U. arrecta was dominant differed from sites where a native species was dominant and from sites with no aquatic vegetation in terms of physical and chemical characteristics of water. Electrical conductivity and pH did not differ among invader-dominated, native-dominated and unvegetaded sites. Underwater radiation was higher in unvegetaded sites than in both native and invader-dominated sites. Dissolved oxygen was significantly lower in invader-dominated sites in comparison with both native-dominated and unvegetaded sites. In conclusion, we found that biotic resistance is important to prevent the establishment of U. arrecta, especially in interaction with nutrient enrichment, and that this species can alter the quality of shore habitats by lowering dissolved oxygen concentrations within its mats.
URI: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/5078
Appears in Collections:3.2 Tese - Ciências Biológicas (CCB)

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