Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/5660
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.contributor.advisorRocha, Alessandro Santos dapt_BR
dc.contributor.authorSilva, Rosiany Maria dapt_BR
dc.contributor.otherAraújo, Marivânia Conceição dept_BR
dc.contributor.otherSilva, Eronildo José dapt_BR
dc.contributor.otherKomarcheski, Rosilenept_BR
dc.contributor.otherSena, José Ozinaldo Alves dept_BR
dc.contributor.otherUniversidade Estadual de Maringápt_BR
dc.contributor.otherCentro de Ciências Agráriaspt_BR
dc.contributor.otherDepartamento de Agronomiapt_BR
dc.contributor.otherPrograma de Pós-Graduação em Agroecologia - Mestrado Profissionalpt_BR
dc.date.accessioned2019-11-18T20:27:59Z-
dc.date.available2019-11-18T20:27:59Z-
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.citationSILVA, Rosiany Maria da. Mulheres dos quilombos João Surá e Córrego das Moças: saberes tradicionais e práticas agroecológicas. 2019. 122 f. Dissertação (mestrado em Agroecologia)--Universidade Estadual de Maringá, 2019, Maringá, PR.-
dc.identifier.urihttp://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/5660-
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Alessandro Santos da Rochapt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado em Agroecologia)--Universidade Estadual de Maringá, 2019pt_BR
dc.description.abstractResumo: Era fundamental iniciar esta pesquisa com uma apresentação e análise do período colonial e do processo de escravidão, baseando esta apreciação na obra de Gilberto Freyre e sua teoria da "Democracia Racial" no Brasil, por entendermos que este pensamento está consolidado, ainda nos dias atuais e no senso comum do povo brasileiro, expressa nas relações sociais, políticas, econômicas e culturais. E, em contraponto a esta teoria, examinamos alguns estudiosos que afirmaram o quanto esta teoria foi nociva para o povo escravizado naqueles tempos e, com a perpetuação deste pensamento, até os dias atuais, persiste, corroborada e imposta ao cotidiano das pessoas negras, a exclusão e discriminação sociais e a invisibilidade cultural. Neste contexto, pode-se dizer que as mulheres negras e quilombolas são as maiores vítimas deste confinamento social. Destacamos, historicamente, o conceito do termo Quilombo, dentro da história do Brasil, perpassando pelo entendimento e organização social deste conceito na história do Paraná. Apresentamos as comunidades quilombolas, constituídas como uma forma de organização comunitária secular, para além do lugar de resistência. E, apesar do isolamento, não estão estas comunidades imunes à reprodução dos padrões culturais excludentes, sexistas e segregadores herdados da sociedade colonialista e perpetuados na sociedade capitalista. Os Quilombos João Surá e Córrego das Moças, situados na Microrregião de Cerro Azul, no município de Adrianópolis - PR, carregam, em seus limites, uma história de mais de 200 anos, ocupando uma pequena faixa em um território marcado pela exploração agrícola e extrativista. Ali, possui grandes extensões de monoculturas e práticas do uso de agroquímicos como forma de aumento da produtividade, causando impactos socioeconômicos e ambientais de grandes proporções. O objetivo geral da presente pesquisa foi o de analisar o papel desempenhado pelas mulheres do Quilombo João Surá e Córrego das Moças no cultivo de alimentos, a relação das práticas por elas utilizadas, com a preservação de saberes tradicionais (cultura e história imaterial) aplicados à utilização de técnicas e práticas de manejo, no contexto da produção agroecológica. Persistindo, resistindo e reinventando a velha forma de fazer agricultura, apoiando-se numa relação de conhecimento, interação e respeito ao meio ambiente, garantiram, ao longo de centenas de anos, o cultivo de forma que atendesse às necessidades de uma relação interdependente, ser humano e natureza. Produzindo uma alimentação mais saudável para as próprias famílias e a comunidade, livre de agrotóxicos e sem grandes preocupações com excedente e acúmulo, contribuindo para a vivência social harmoniosa entre os elementos da comunidade, promovendo trocas coletivas e apoio mútuos, além do aproveitamento dos recursos naturais com responsabilidade com a preservação para o benefício das próximas geraçõespt_BR
dc.description.abstractAbstract: It was fundamental to begin this research with a presentation and analysis of the colonial period and the slavery process, basing this appreciation on the work of Gilberto Freyre and his theory of "Racial Democracy" in Brazil, because we understand that this thinking is still consolidated today common sense of the Brazilian people, expressed in social, political, economic and cultural relations. And in counterpoint to this theory we examined some scholars who affirmed how this theory was harmful to the enslaved people in those times and with the perpetuation of this thought until the present day. Corroborating and imposing on the daily life of black people to social exclusion and discrimination and cultural invisibility. Black women and quilombolas being one of the main victims of this social confinement. We highlight historically the concept of the term quilombo, within the history of Brazil, permeating the understanding and social organization of this concept in the history of Paraná. We present the quilombola communities, constituted as a form of secular community organization beyond the place of resistance. And that despite isolation, it is not immune to the reproduction of the exclusionary, sexist cultural norms and segregators inherited from colonialist society and perpetuated in capitalist society. The Quilombos João Surá and Córrego das Moças in the Micro Region of Cerro Azul, in the municipality of Adrianópolis - PR, carry in their limits a history of more than 200 years, occupying a small strip in a territory marked by the agricultural and extractive exploitation, where it possesses large extensions of monocultures and practice of the use of agrochemicals as a way of increasing productivity, causing socioeconomic and environmental impacts to a large extent. However, the research aimed to analyze the role of women in the quilombo João Surá and Córrego das Moças, in the cultivation of food and the relation of this practice to the preservation of traditional knowledge (culture and intangible history) applied to the use of management techniques and practices in the In the context of agro-ecological production, they have persisted, resisted and reinvented the old way of farming, based on a relationship of knowledge, interaction and respect for the environment, guaranteed for hundreds of years the cultivation in a way that needs of an interdependent relationship between humans and nature, a healthier and family feeding, community-free, pesticide-free, without major concerns about surplus and accumulation, social welfare between the community in a harmonious way, collective exchanges and support and the use of natural resources with responsibility for preservation for the enjoyment of future generationspt_BR
dc.format.extent122 f. : il. (algumas color.).pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.rightsopenAccess-
dc.subjectQuilombo João Surá - Adrianópolis (PR)pt_BR
dc.subjectQuilombo Córrego das Moças - Adrianópolis (PR)pt_BR
dc.subjectMulheres quilombolaspt_BR
dc.subjectQuilombos - Práticas agrícolaspt_BR
dc.subjectAgroecologiapt_BR
dc.subject.ddc305.633pt_BR
dc.titleMulheres dos quilombos João Surá e Córrego das Moças : saberes tradicionais e práticas agroecológicaspt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.cnpq1Ciências Agrárias-
dc.subject.cnpq2Agronomia-
Appears in Collections:2.1 Dissertação - Ciências Agrárias (CCA)

Files in This Item:
File SizeFormat 
Rosiany Maria da Silva_2019.pdf2,82 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.