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Authors: Melo, Helen Aline
Orientador: Teodoro, Ueslei
Title: Análise geoestatística de áreas de risco de leishmaniose tegumentar no estado do Paraná
Banca: Navarro, Italmar Teodorico
Banca: Castro, Kárin Rosi Reinhold de
Banca: Scodro, Regiane Bertin de Lima
metadata.dc.contributor.referee4: Pedroso, Raissa Bocchi
Keywords: Zoonose;Leishmaniose tegumentar;Leishmaniose tegumentar - Análise espacial;Epidemiologia
Issue Date: 2017
Publisher: Universidade Estadual de Maringá
Citation: MELO, Helen Aline. Análise geoestatística de áreas de risco de leishmaniose tegumentar no estado do Paraná. 2017. 69 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Estadual de Maringá, 2017, Maringá, PR.
Abstract: RESUMO: A distribuição geográfica da leishmaniose tegumentar (LT) em todos os estados mostram a importância desta doença no Brasil. Na região sul, o maior número de casos de LT ocorre no estado do Paraná. O estudo da distribuição espacial de LT neste estado, utilizando a análise geoestatística, facilita a determinação de áreas de maior risco e a compreensão da influência das ações do homem para a ocorrência da doença nestas áreas. Este estudo é composto de dois trabalhos. No primeiro foram utilizados o índice global de Moran, índice local de associação espacial (LISA) e confecção de mapas por categorias de associação direta (high-high e lowlow) e associação negativa (high-low e low-high), com dados do período de 2001 a 2015 do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de casos autóctones de LT no estado do Paraná. Neste estado, de 2001 a 2015, ocorreram 4.557 casos, com média anual de 303,8 (±135,2), o coeficiente de detecção foi 2,91 e a densidade de casos por km2 foi 0,023, em 268 municípios. Os municípios com maior coeficiente de detecção foram Jussara (237,47), Adrianópolis (165,03), Cerro Azul (108,29), Ivatuba (108,11) e Japurá (89,35). O índice global de Moran para o coeficiente de detecção de casos autóctones de LT para cada um dos anos de 2001 a 2015 mostra estatisticamente a existência de autocorrelação espacial (p<0,05), exceto no ano de 2001 (I=-0,456 e p=0,676). Os mapas de distribuição de LT no estado do Paraná evidenciam a existência de clusters em áreas de produção desta doença nos pólos Ivaí-Pirapó, Tibagi, Cinzas-Laranjinha e Ribeira. No segundo trabalho o objetivo foi avaliar a influência da vegetação remanescente do estado do Paraná e a ocorrência de casos de LT. Foram utilizados dados de casos autóctones de LT, de 2012 e 2013, segundo o SINAN, e dados de vegetação remanescente da Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foi usada a modelagem SAR (simultaneous autoregressive model), tendo como variável independente o coeficiente de detecção de casos autóctones de LT e as variáveis dependentes, no caso, a vegetação natural (km2), o percentual de vegetação natural, a altitude, o total de casos e a densidade de casos por km2. Em 2012 e 2013 ocorreram 513 casos de LT, em 85 (21,30%) de 399 municípios, no estado do Paraná. Os municípios com maiores coeficientes de detectação nos anos de 2012 e 2013 foram: Jussara (191,83), Japurá (113,06), São Tomé (109,19), Tomazina (103,48), Adrianópolis (102,39) e São Jerônimo da Serra (78,73). Os cálculos de regressão dos dados revelam significância somente para a densidade de casos (Z=22,1359, p=<2e-16), sugerindo que há risco da ocorrência de LT em áreas em que a vegetação remanescente de floresta estacional semidecidual está mediamente ou muito alterada nos pólos de produção Ivaí-Pirapó, Tibagi e Cinzas-Laranjinha. O uso de georreferenciamento espacial é útil para a determinação de áreas de risco de LT, porém não se deve subestimar o conhecimento das condições ambientais locais que exercem profunda influência na epidemiologia desta doença
ABSTRACT: The geographic distribution of cutaneous leishmaniasis (CL) has demonstrate great importance in all states of Brazil. The state of Paraná is responsabible for the highest number of CL cases in southern region. The use of the geostatical analysis for understand the spatial distribution of CL, facilitates to determine the high-risk areas and understand the influence of man's actions for occurrence of the disease in these areas. This study is composed of two works. At first, we used the global Moran index local index of spatial association (LISA) and making categories maps of direct association (high-high and low-low) and negative association (high-low and lowhigh), with data for the period 2001-2015 the Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Information System for Notifiable Diseases - SINAN) of autochnous cases of CL in Paraná. In this state, from 2001 to 2015, there were 4,557 cases with average of 303.8 (± 135.2), detection rate was 2.91 and spatial density per km2 was 0.023 at 268 municipalities. The municipalities with the highest detection coefficient were Jussara (237.47), Adrianópolis (165.03), Cerro Azul (108.29), Ivatuba (108.11) and Japura (89.35). Moran global index for the CL autochthonous case detection coefficient for each of the years 2001 to 2015 shows statistically the existence of spatial autocorrelation (p <0.05), except for the year 2001 (I = -0.456 e = 0.766). CL distribution maps in the state of Paraná show the existence of clusters in areas of production of this disease in the Ivaí-Pirapó, Tibagi, Cinzas-Laranjinha and Ribeira hubs. Second study was objective to evaluate the influence of remaining vegetation of the state of Paraná and occurrence of CL cases. Data from autochthonous cases of CL, 2012 and 2013, according to SINAN, and data on remaining vegetation of the Fundação SOS Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica Foundation) and the Instituto Nacionais de Pesquisas Espaciais (INPE; National Institute of Spatial Research) were used. The simultaneous autoregressive model (SAR) model was used, having as independent variable the coefficient of detection of CL autochthonous cases and the dependent variables, in this case, natural vegetation (km2), percentage of natural vegetation, altitude, total of cases and spatial density per km2. In 2012 and 2013, 513 cases of CL occurred in 85 (21.30%) of 399 municipalities in Paraná state. Municipalities with the highest detection coefficients in 2012 and 2013 were: Jussara (191.83), Japurá (113.06), São Tomé (109.19), Tomazina (103.48), Adrianópolis (102.39) and São Jerônimo da Serra (78.73). Regression calculations of data reveal significance only for the spatial density (Z = 22,1359, p = <2e-16), suggesting that there is a risk of CL occurrence in areas where the remaining vegetation of semideciduous seasonal forest is moderately or much altered in the production centers Ivaí-Pirapó, Tibagi and Cinzas-Laranjinha. The use of spatial georeferencing is useful to determination of areas at risk of CL, but one should not underestimate the knowledge of local environmental conditions that exert a profound influence on the epidemiology of this disease
Description: Orientador: Prof. Dr. Ueslei Teodoro
Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Estadual de Maringá, 2017
URI: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/5781
Appears in Collections:3.3 Tese - Ciências da Saúde (CCS)

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