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http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9591| Autor(es): | Rupp, Luísa Millan |
| Orientador: | Nascimento, Maurício Reinert do |
| Título: | Prefigurando sistemas alternativos de produção e consumo em base ecológica |
| Banca: | Carrascal, Ivette Tatiana Castilla |
| Banca: | Pegino, Paulo Marcelo Ferrarese |
| Banca: | Crubelatte, João Marcelo |
| Banca: | Silva, Juliano Domingues da |
| Palavras-chave: | Agroecologia;Economia agrícola;Sistemas alternativos de gestão;Sustentabilidade;Universidade;Agricultura familiar |
| Data do documento: | 2025 |
| Editor: | Universidade Estadual de Maringá |
| Citação: | RUPP, Luísa Millan. Prefigurando sistemas alternativos de produção e consumo em base ecológica. 2025. 258 f. Tese (doutorado em Administração) - Universidade Estadual de Maringá, 2025, Maringá, PR. Disponível em: http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9591. Acesso em: 9 fev. 2026. |
| Abstract: | RESUMO: A Agroecologia aspira futuros baseados em justiça social e ecologia, desafiando o modelo agroindustrial hegemônico por meio de práticas prefigurativas enraizadas em valores morais alternativos à economia e à agricultura convencional, esses movimentos prefiguram economias alternativas ao criar e sustentar futuros imaginários situados no cotidiano das relações sociais e produtivas. O conceito de prefiguração possui múltiplas facetas e incipiência de estudos empíricos: estudar organizações alternativas e prefiguração envolve contínua práxis na academia, portanto é inerente a sua natureza política. Mas quais (redefinições) práticas econômicas, sociais e da natureza são necessárias para permitir imaginar alternativas ao modelo atual de desenvolvimento insustável e desigual? O objetivo geral da pesquisa é analisar como os produtores da agricultura familiar em base ecológica (agroecológicos e orgânicos certificados/em transição) dos municípios de Barbosa Ferraz e Mariluz, prefiguram sistemas alternativos de produção e consumo no cotidiano, reconfigurando sustentabilidade nas estruturas sociais e práticas diárias. Assim, como escolher a estratégia metodológica com a virada onto-epistemológica sobre as apropriações da produção do conhecimento? Para quem? Para quê? Como unir conhecimento popular e científico? Nesse cenário do conhecimento produzido e compartilhado, acessível a todos, optou-se pela estratégia da Pesquisa Ação Participativa (PAP), uma estratégia práxis de experimentação coletiva com a circulação e produção de novos significados e normas sociais orientadas ao futuro e de equidade na pesquisa social. A PAP com o intuito de reivindicar estruturas colaborativas busca superar e reconhecer como se envolver e entender o mundo, ao ponto em que amplia a aprendizagem e a promulgação do "futuro". A análise dos dados obtidos junto às famílias agricultoras vinculadas à CAF e à COOPERAGRA evidencia níveis diferentes de práticas agroecológicas e prefigurativas de coprodução de conhecimento, autogestão, participação democrática e solidariedade, ao construírem sistemas alimentares locais e resilientes, que dentro do capitalismo, revalorizam e regeneram práticas de economia solidária em pequena escala, ampliam a coesão social e bem-estar humano e ambiental que antecipam e experimentam elementos de economias alternativas. Contudo, ainda persistem desafios estruturais, como o endividamento, a falta de acesso a crédito e as limitações logísticas impostas pela precariedade das estradas e pela pequena escala produtiva. Essas barreiras revelam uma assimetria entre o ideal da economia solidária e sua materialização prática, marcada por tensões entre elitização do PRONAF e princípios ético-políticos de justiça social. Os resultados também demonstram que as práticas agroecológicas transcendem o campo técnico-produtivo: configuram espaços de aprendizagem e emancipação coletiva, nos quais emergem saberes locais e científicos em diálogo. Conclui-se a soberania alimentar consolidada nesses contextos estudados depende não apenas da diversificaçãoe do manejo ecológico da produção, mas também da ampliação das redes de apoio institucional, da infraestrutura de escoamento e do fortalecimento das capacidades locais de gestão coletiva. As experiências da CAF e da COOPERAGRA demonstram que a agroecologia, quando articulada à economia solidária e à emancipação comunitária, constitui prefiguração de sistemas alimentares justos, resilientes e sustentáveis, afirmando que outro mundo alimentar possível não é utopia distante, mas prática cotidiana já em curso nos territórios vulneráveis do Paraná. ABSTRACT: Agroecology aspires to futures based on social justice and ecology, challenging the hegemonic agro-industrial model through prefigurative practices rooted in moral values that are alternatives to conventional economics and agriculture. These movements prefigure alternative economies by creating and sustaining imaginary futures situated in the daily lives of social and productive relations. The concept of prefiguration has multiple facets and incipient empirical studies. Studying alternative organizations and prefiguration involves continuous praxis in academia. This is inherent to its political nature. However, which practices and redefinitions of economic, social, and natural practices are necessary to allow imagining an alternatives to the current model of unsustainable and uneven development? The main goal is to analyze how family farming on na ecological basis (agroecological and certified organic/in transition) in the municipalities of Barbosa Ferraz, and Mariluz, prefigure alternative systems of production and consumption in everyday life. Further, how to choose the methodological strategy with this onto-epistemological knowledge production? For whom? For what? How to unite popular and scientific knowledge? As a result, knowledge is produced and shared to be accessible to all. Thus, Participatory Action Research (PAR) fits this strategy. A praxis of collective experimentation with the production of new meanings and social norms oriented toward the future and equity in research Social. PAR claim collaborative structures seek to overcome and recognize how we engage and understand the world, to the point where it expands learning, and humbly enacts the "future". The analysis of data obtained from farming families associated with CAF and COOPERAGRA reveals varying levels of agroecological practices and elements related to knowledge co-production, self-management, democratic participation, and solidarity. These practices contribute to the development of local and resilient food systems that, despite operating within a capitalist framework, enhance and rejuvenate small-scale solidarity economy initiatives. This, in turn, fosters social cohesion and promotes human and environmental well-being, while also anticipating and experimenting with alternative economic models. However, significant structural challenges remain. Issues such as indebtedness, limited access to credit, and logistical difficulties due to poor roads and small-scale production present barriers. These obstacles highlight the gap between the ideals of a solidarity economy and their practical implementation, which is often complicated by the elitism associated with PRONAF and its ethical-political commitment to social justice. The findings also indicate that agroecological practices extend beyond mere technical and productivity concerns; they create opportunities for learning and collective empowerment, allowing for a dialogue between local and scientific knowledge. It is concluded that achieving food sovereignty in these contexts requires not only the diversification and ecological management of production but also the expansion of institutional support networks, distribution infrastructure, and strengthened local collective management capacities. The experiences of CAF and COOPERAGRA illustrate that when agroecology is combined with the solidarity economy and community empowerment, it represents a tangible model for just, resilient, and sustainable food systems. This affirms that creating an alternative food world is not merely a distant utopia but a daily practice already taking shape in vulnerable areas of Paraná. |
| Descrição: | Orientador: Prof. Dr. Maurício Reinert do Nascimento Tese (doutorado em Administração) - Universidade Estadual de Maringá, 2025 |
| URI: | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9591 |
| Aparece nas coleções: | 3.7 Tese - Ciências Sociais Aplicadas (CSA) |
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