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http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9687Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Feldman, Alba Krishna Topan | pt_BR |
| dc.contributor.author | Dias, Érika Moreira | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-03-17T12:24:13Z | - |
| dc.date.available | 2026-03-17T12:24:13Z | - |
| dc.date.issued | 2025 | pt_BR |
| dc.identifier.citation | DIAS, Érika Moreira. Era uma vez... princesas e heroínas negras: representações femininas na literatura de Kiusam de Oliveira e Jarid Arraes. 2025. 195 f. Dissertação (mestrado em Letras) - Universidade Estadual de Maringá, 2025, Maringá, PR. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9687 | - |
| dc.description | Orientador: Profa. Dra. Alba Krishna Topan Feldman | pt_BR |
| dc.description | Dissertação (mestrado em Letras) - Universidade Estadual de Maringá, 2025 | pt_BR |
| dc.description.abstract | Resumo: A literatura para as crianças foi consolidada mundialmente pelos contos de fadas, gênero que configurou um dos repertórios mais presentes na formação do imaginário infantil. Produto dos valores de sua época e sociedade, essas narrativas disseminaram, por séculos, padrões eurocêntricos de beleza e limitaram a agência feminina. Nessas histórias, as personagens mulheres surgem majoritariamente como princesas gentis, dóceis e passivas, cuja realização se limita ao encontro com príncipes heroificados, ao passo que características europeias, convertidas em ideal de beleza, se instituem como norma e espelho. Esse universo imagético ofereceu, assim, modelos de reconhecimento assimétricos: enquanto algumas meninas se veem refletidas, outras, sobretudo as negras, permanecem sem referências positivas de si, como meninas, princesas, mulheres ou heroínas. Nas últimas décadas, em diálogo com o tensionamento promovido pela Lei nº 10.639/2003, observa-se um movimento de revisão estética e epistêmica dessas narrativas, que busca ampliar repertórios simbólicos e instaurar outras perspectivas para a infância. É nesse campo que se inscreve esta pesquisa, a qual investiga como, em Omo-Oba: histórias de princesas (2009) e em Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis (2020), as autoras negras Kiusam de Oliveira e Jarid Arraes atualizam figuras que historicamente ensinaram "como ser mulher" no registro da fantasia. Ancorada em estudos sobre estética negra, ilustrações e nas contribuições do feminismo negro, com autoras como Nilma Lino Gomes, Débora de Araujo, Angela Davis, Carla Akotirene, Lelia Gonzalez, Patricia Hill Collins, Glória Anzaldúa, Conceição Evaristo, bell hooks, Cidinha da Silva, Sueli Carneiro, entre outras, compreende-se que essas narrativas confrontam imagens de controle e propõem novas formas de reconhecimento da menina e da mulher negra. Assim, o ato de contar histórias, especialmente com princesas que são Orixás e heroínas que são mulheres históricas, torna-se gesto político de reexistência que reabre possibilidades de identificação, rompe com narrativas estigmatizadoras, deslocando o corpo negro de posições de subalternidade para espaços de centralidade, memória, ancestralidade e poder. Ao promover a presença de protagonistas negras em papéis de destaque, ilustradas com dignidade e com histórias e identidades complexas, essas obras colaboram para a construção de uma autoestima saudável e para a ampliação do imaginário infantil, permitindo que crianças negras se reconheçam como parte das histórias que leem e dos mundos que sonham. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Abstract: Children's literature was globally consolidated through fairy tales, a genre that shaped one of the most influential repertoires in shaping children's imagination. As products of their time and society, these narratives disseminated Eurocentric beauty standards and limited female agency for centuries. In such stories, female characters predominantly appear as gentle, docile, and passive princesses whose fulfillment depends on meeting heroized princes, while European features, turned into ideals of beauty, became the norm and mirror. This imagetic universe thus offered asymmetric models of recognition: while some girls see themselves reflected, others, especially black girls, remain without positive references of themselves as girls, princesses, women, or heroines. In recent decades, in dialogue with the tensions brought about by Law 10.639/2003, there has been an aesthetic and epistemic revision of these narratives, aiming to broaden symbolic repertoires and establish new perspectives for childhood. It is within this context that this research is situated, investigating how, in Omo-Oba: histórias de princesas (2009) and Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis (2020), black authors Kiusam de Oliveira and Jarid Arraes update figures that historically taught "how to be a woman" within the realm of fantasy. Grounded in studies on Black aesthetics, illustration, and the contributions of Black Feminism, drawing on authors such as Nilma Lino Gomes, Débora de Araujo, Angela Davis, Carla Akotirene, Lélia Gonzalez, Patricia Hill Collins, Gloria Anzaldúa, Conceição Evaristo, bell hooks, Cidinha da Silva, and Sueli Carneiro, among others, this research understands that these narratives confront controlling images and propose new forms of recognition for black girls and women. Thus, the act of storytelling, especially when featuring princesses who are Orixás and heroines who are historical women, becomes a political gesture of re-existence that reopens possibilities for identification, breaks with stigmatizing narratives, and shifts the Black body from positions of subalternity to spaces of centrality, memory, ancestry, and power. By promoting the presence of Black protagonists in prominent roles, illustrated with dignity and endowed with complex histories and identities, these works contribute to building healthy self-esteem and expanding the children's imaginary, allowing black children to see themselves as part of the stories they read and the worlds they dream. | pt_BR |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language | Português | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Estadual de Maringá | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.subject | Contos de fadas | pt_BR |
| dc.subject | Literatura infantojuvenil | pt_BR |
| dc.subject | Sociolinguística crítica | pt_BR |
| dc.subject | Representação (meninas negras) | pt_BR |
| dc.subject | Educação (relações étnico-raciais) | pt_BR |
| dc.subject | Feminismo negro | pt_BR |
| dc.subject.ddc | 809.892 | pt_BR |
| dc.title | Era uma vez... princesas e heroínas negras : representações femininas na literatura de Kiusam de Oliveira e Jarid Arraes | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Alves, Érica Fernandes | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Godoy, Maria Carolina de | pt_BR |
| dc.publisher.department | Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Letras | pt_BR |
| dc.subject.cnpq1 | Linguística, Letras e Artes | pt_BR |
| dc.publisher.local | Maringá, PR | pt_BR |
| dc.description.physical | 195 f. | pt_BR |
| dc.subject.cnpq2 | Letras | pt_BR |
| dc.publisher.center | Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | 2.6 Dissertação - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH) | |
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| Arquivo | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|
| Erika Moreira Dias_2025.pdf | 3,69 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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