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http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9690Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Franceschini, Marcele Aires | pt_BR |
| dc.contributor.author | Tagua, Janyne Saraiva | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-03-17T14:07:31Z | - |
| dc.date.available | 2026-03-17T14:07:31Z | - |
| dc.date.issued | 2025 | pt_BR |
| dc.identifier.citation | TAGUA, Janyne Saraiva. Maréia: o axé dos orixás e a voz ancestral que ressoa na literatura brasileira. 2025. 114 f. Dissertação (mestrado em Letras) - Universidade Estadual de Maringá, 2025, Maringá, PR. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/9690 | - |
| dc.description | Orientador: Profa. Dra. Marcele Aires Franceschini | pt_BR |
| dc.description | Dissertação (mestrado em Letras) - Universidade Estadual de Maringá, 2025 | pt_BR |
| dc.description.abstract | Resumo: O romance Maréia, de Miriam Alves, dialoga com a herança ancestral africana, aproximando as características dos orixás das trajetórias das personagens, mas também promovendo distanciamentos criativos pela via literária. Prandi (2001) afirma que os orixás se configuram como modelos de conduta, fato se reflete nos gestos de resistência e superação da protagonista. Já Verger (1999) associa os orixás às forças da natureza, perspectiva que ressoa em sua musicalidade e em sua espiritualidade. A noção de 'escrevivência', de Conceição Evaristo (2005), permite compreender como memória e experiência coletiva se transformam em matéria literária; enquanto a 'dororidade', de Vilma Piedade (2017), ilumina o modo como a dor herdada se converte em potência criadora. Nesse sentido, Maréia não apenas reinscreve saberes afro-brasileiros, mas também constrói novas estéticas literárias, resistindo ao apagamento e ampliando o horizonte de afirmação identitária, sagrando-se como um romance "macumbeiro". Essa dissertação se divide em uma apresentação; uma introdução, em que circulam as propostas epistemológicas, sociológicas e literárias ligadas à autora; e três capítulos. O primeiro aborda as resistências que circundam a biografia de Miriam Alves, desde o início de seu apreço pela leitura, na infância, à juventude de luta, que se prolonga na vida adulta. A intenção é demonstrar o engajamento da romancista, que entende a literatura como ato político. Nesse centro, ficção e realidade se entrecruzam, uma vez que a protagonista é uma mulher negra, intelectual, conquistando espaços. A ficção serve como território de resistência, sobretudo por meio das lutas das minorias maiorizadas empunhadas pela autora. Como intelectual, Miriam Alves trilha pela ancestralidade, tópico esse relacionado ao segundo capítulo. A protagonista é dona de uma (afro)brasilidade ancestral, que se mantém viva nas ações, nos sabores, nos saberes, na linguagem oral e nos costumes. Propõe-se que Miriam Alves escreve um romance com nuances de um mundo utópico possível: o do fortalecimento identitário, ou afro identitário. Já no terceiro capítulo são abordados os orixás e sua relação arquetípica e ritualística, ao longo do romance, com a presença de mitos tais Iemanjá (e suas distintas qualidades), além da presença de entidades como Oxum, Iansã, Xangô, Nanã, Oxumaré, Obaluaiê, entre outras. O objetivo é somar às pesquisas relacionadas à Maréia e à produção literária de Miriam Alves, sobrepondo questões afrodiaspóricas, estéticas e sociopolíticas na obra da autora. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Abstract: Miriam Alves' novel Maréia dialogues with African ancestral heritage, bringing the characteristics of the orishas closer to the characters' trajectories, but also promoting creative distances through literature. Prandi (2001) states that the orishas are models of conduct, a fact reflected in the protagonist's gestures of resistance and overcoming. Verger (1999), on the other hand, associates the orishas with the forces of nature, a perspective that resonates in their musicality and spirituality. Conceição Evarist's (2005) notion of "escrevivência" (writing-living) allows us to understand how collective memory and experience are transformed into literary material, while Vilma Piedade's (2017) "dororidade" (pain-sorority) illuminates how inherited pain is converted into creative power. In this sense, Maréia does not only rewrite Afro-Brazilian knowledge, but also constructs new literary aesthetics, resisting erasure and broadening the horizon of identity affirmation, establishing itself as a "macumbeira" (orishas oriented) novel. This dissertation is divided into a presentation; an introduction, in which the epistemological, sociological, and literary proposals linked to the author circulate; and three chapters. The first addresses the resistance surrounding Miriam Alves' biography, from the beginning of her appreciation for reading in childhood to her youth of struggle, which continues into adulthood. The intention is to demonstrate the novelist's engagement, who understands literature as a political act. At this center, fiction and reality intersect, since the protagonist is a black, intellectual woman, conquering spaces. Fiction serves as a territory of resistance, especially through the struggles of marginalized minorities grasped by the author. As an intellectual, Miriam Alves traces her ancestry, a topic related to the second chapter. The protagonist possesses an ancestral (Afro)Brazilian identity, which remains alive in her actions, tastes, knowledge, oral language, and customs. Miriam Alves writes a novel with nuances of a possible utopian world: that of identity strengthening, or Afro identity. The third chapter addresses the orishas and their archetypal and ritualistic relationship throughout the novel, with the presence of myths such as Yemaya (and her distinct qualities), as well as entities such as Oshun, Oya, Shango, Nana Buluku, Oshunmare, Babalu Aye, among others. The aim is to contribute to the research related to Maréia and the literary production of Miriam Alves, overlapping Afro-diasporic, aesthetic, and sociopolitical issues in the author's work. | pt_BR |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language | Português | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Estadual de Maringá | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.subject | Orixás | pt_BR |
| dc.subject | Ancestralidade | pt_BR |
| dc.subject | Escrevivência | pt_BR |
| dc.subject | Alves, Miriam Aparecida, 1952-. Maréia | pt_BR |
| dc.subject | Maréia - Romance - Análise | pt_BR |
| dc.subject.ddc | 404.4 | pt_BR |
| dc.title | Maréia : o axé dos orixás e a voz ancestral que ressoa na literatura brasileira | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Zolin, Lúcia Osana | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Ferreira, Amanda Crispim | pt_BR |
| dc.publisher.department | Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Letras | pt_BR |
| dc.subject.cnpq1 | Linguística, Letras e Artes | pt_BR |
| dc.publisher.local | Maringá, PR | pt_BR |
| dc.description.physical | 114 f. | pt_BR |
| dc.subject.cnpq2 | Linguística | pt_BR |
| dc.publisher.center | Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | 2.6 Dissertação - Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH) | |
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| Arquivo | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|
| Janyne Saraiva Tagua_2025.pdf | 2,5 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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